A minha infância foi totalmente analógica. Eu amava brincar de correr - carrego nas pernas cicatrizes de todos os tombos que levei, de fazer "comidinha" com terra, de ser professora, de fazer perfume com as flores que encontrava pelo caminho, de ter o meu próprio programa de TV, de rádio e até de criar jingle para os produtos de "beleza" que painho comprava pra mim e minha irmã. Dançava no meio da rua, colocava a manta do meu irmão na minha cabeça e dizia que era o meu cabelo, recortava todas as revistas que existia em casa e, acima de tudo, me divertia horrores com os vizinhos (tanto da minha rua quanto os da rua de cima). Foi muito divertido!

Desbravei a internet e toda essa tecnologia em 2010, no meu último ano do ensino médio, quando juntei todos os dinheirinhos das vendas das pulseiras de miçangas e dos biscuits que eu fazia, e finamente comprei o meu primeiro notebook. Dominada pela curiosidade que já veio comigo quando nasci, criei o meu primeiro blog: a Temporada das Flores. Eu não sabia muito bem o que estava fazendo, na verdade eu ainda estava aprendendo a lidar com uma máquina na mina frente, mas mesmo assim fiz. 

E aqui estou eu, sentada no mesmíssimo lugar de quando decidi ter um diário virtual (diferente de todos os outros diários de papel que eu tinha e escrevia com a caneta vermelha da Piu-Piu). Estou aqui, oito anos depois, escrevendo um post que não sei muito bem como vai terminar. Nunca pensei em desistir daqui, aprendi a respeitar o meu tempo ao longo do tempo.
"a chuva só vem
quando tem que molhar"
Foi e é através da internet que aprendi tantas coisas, e tenho aprendido diariamente! Conheci muitas pessoas extraordinárias, trabalhei para empresas que jamais ousaria imaginar... a internet tem sido uma janela que me permite ver além das estrelas, de sonhar e me entender enquanto pessoa/profissional. E com todas as letrinhas, posso calmamente dizer que não sou quem eu era quando cheguei aqui, nem igual fui no ano passado ou nos mês anterior. A gente vai crescendo e escrever significa não permanecer igual. Tento extrair o máximo de aprendizado possível, acredito que tudo acontece no tempo certo para acontecer.

Não quero criar expectativas do que virá, não gosto de pular muro para ver o que tem do outro lado, prefiro a visão da janela (ou da porta, que é melhor). Tenho alguns planos pra usar melhor este espaço, mas as coisas nem sempre dependem só da gente, preciso testar e me planejar, e tá tudo bem. Aprendi tanto e tantas coisas me fizeram chegar até aqui, que agora quero tentar partilhar contigo um pouquinho mais das pequenas coisas que aprendi e estou aprendendo. 
Por fim, deixo aqui essa maravilhosidade artística regada de palavras que abraçam e impulsionam:



Bisous, bisous!