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3 séries e 2 filmes que você precisa assistir

20.5.18


When Calls The Heart ~ ★★★★★

Sem pestanejar: é a minha série favorita do mundo. Talvez isso signifique que me tornei uma pessoa suspeita para falar um "a" sobre ela, mas está tudo bem. Bom, "When Calls The Heart é ambientada no início do século XX, em Hopy Valley, uma pequena comunidade que fica no Oeste do Canadá. Conta a história de Elizabeth Tatche, uma mulher rica que deixa todo conforto e luxo da sua classe social para ir em busca do seu maior objetivo: ser professora e fazer a diferença na vida das pessoas. Elizabeth registra no seu diário todos os dias dessa nova fase da sua vida. A série é focada na força da mulher e em como elas são tão capazes quanto os homens, além disso ela também transmite vários valores que nós acabamos esquecendo de praticá-los no cotidiano. Vale cada segundo.

Tenho certeza que se você assistir, esta série terá um valor relevante na sua vida e ganhará um espaço bem aconchegante no seu coração. Inevitável não amar.


The Paradise ~ ★★★★★

Baseada em "Au Bonheur Des Dame" (O Paraíso das Damas), um romance francês de Émile Zola, The Paradise acontece no noroeste da Inglaterra em 1870. Conta a história de Denise Lovett, uma jovem com uma capacidade singular para vendas e empreendedorismo criativo. Tudo isso também no início do século XX, quando as mulheres eram vistas como frágeis e ainda não estavam na linha de frente dos negócios. Trata do preconceito e diferenças de classes, mas tendo a força da mulher como background. A indumentária é impecável, não posso deixar de comentar sobre isso.

Aprendi lições de relevância, principalmente no quesito empreendedorismo criativo. Além de ser uma série didática, tem suspense, romance, drama e uma trilha sonora ma-ra-vi-lho-sa!

Nota aleatória: não houve um episódio em que eu não achasse chocante a semelhança entre a atriz Joanna Vanderham (Denise) e minha amiga Raíssa Bulhões. Eu sei que tenho apenas 2 graus de reserva no olho esquerdo, mas continuo achando elas muitíssimo parecidas. :-P


Land Girls ~ ★★★★★

Situada durante a 2ª Guerra Mundial quando originou-se no exercito britânico o "Women’s Land Army", obviamente composto por mulheres que foram encarregadas de trabalhar em áreas rurais relocando a mão de obra masculina. A série é curtinha, contém apenas 3 temporadas com 5 episódios cada, foca na luta das mulheres contra o machismo e o preconceito durante uma época totalmente opressora e violenta. Land Girls mostra esse período de um ângulo diferente do qual estamos acostumados a ler, assistir e estudar sobre. 


Preciso exaltar a fotografia e o figurino que as mulheres usam em Land Girls. Babei em cada episódio, desenharia e usaria tranquilamente todos eles. Sensacionais!


Renoir ~ ★★★★★

O filme retrata a velhice do grande pintor francês impressionista Pierre-Auguste Renoir (um dos meus artistas favoritos da vida), no ano de 1915. Talvez você pense que se trata de uma cinebiografia, mas não é. Na verdade, são recortes dos últimos anos de Renoir, quando ele já estava sofrendo de artrite reumatoide e, apesar disso, ainda pintava com vigor. Se você ilustra, pinta ou está imerso no mundo das artes, este filme é obrigatório. Ele enfatiza o que inspirava o pintor, como ele pintava mesmo sentindo fortes dores nas mãos, o ambiente em que ele vivia, a interação com a natureza... É lindo, simplesmente encantador. Como diria Maurílio dos Anjos: "eu gostaria de recomendar à todos os amantes do cinema, do Brasil e do mundo, que fossem assistir esse filme". ;-)

Nota aleatória: eu amo tanto Auguste Renoir que tenho uma conta no Twitter (que uso só para comentar o que estou assistindo e inúmeras besteiras) e o meu user por lá é @mamarenoir hehe.


Meu Romance Perfeito ~ ★★★★★

O título já deixa claro que trata-se de um romance fofo que a gente gosta. Conta as aventuras de Vivian Blair, uma programadora que propõe um algoritmo de namoro ao novo CEO chato, machista e narcisista. Ele, como já é de se imaginar, vai duvidar do potencial dela e do quão forte, competente e determinada Vivian é. 

Ah, todos estes títulos estão disponíveis na Netflix (bom, pelo menos até a data em que este post foi publicado), exceto - muito infelizmente - The Paradise. :-/

Qual série ou filme você me sugere?

Hey, as fotos ficaram com o colorido diferente pois foram feitas durante o pôr-do-sol, okay?

Três dicas de ouro para um bom network

13.5.18


Interaja 

Participe de desafios, faça projetos colaborativos com seus colegas, alargue o seu círculo de amizades. Crie oportunidades, meu bem! A todo momento surgem inúmeros desafios nas redes sociais seguidos de uma hashtag (bendita hashtag!) que facilita determinados grupos se conectarem. Esses desafios são os ourinhos que estão no pote bem no fim do arco-íris. Eu estou participando do "#100DiasDeDesenho" criado pelas meninas do Clube do Bordado. 

Chame aquele seu amigo que trabalha na mesma área para criarem algo juntos. Collabs são maravilhosas para ambos os lados, meio a meio. Justo. Quanto mais você interage com outras pessoas, mais você alarga seu círculo de relações e se faz conhecido. É como uma teia. Trabalhar com arte já é solitário por si só, aproveite os meios que facilitam a comunicação para criar novos laços. Seja onipresente. :-P Não precisa ser invasivo, apenas agradável e respeitoso. 

Cuidado com a fragilidade que você transmite

Sinto um pouco de aflição quando vejo alguém, o tempo todo, pedindo permissão para os outros pra fazerem o que elas querem fazer. Isso parece ser vicioso e nocivo. É legal permitir que outras pessoas façam parte do seu processo criativo ou das suas ideias, mas é necessário criar um limite nisso tudo. Existe uma diferença em interação com o seu público e uma dependência dele para as suas ações. Por exemplo: é legal perguntar se querem ver o processo criativo de uma pintura que você fará amanhã. Não é legal ter uma dependencia de outros para criar. A arte, antes de qualquer, coisa é um conjunto de percepções, ideias e sentimentos do artista. É legal essa "coletividade", mas ela não deveria se transformar num "o que você quer? eu te dou" e sim num "é isso que eu tenho, o que você acha?".

Por vezes, eu produzi e agi para um público que existia unicamente dentro da minha cabeça. Me fiz de demente, mas eram coisas que me deixavam ser quem eu queria ser. Já perdi a conta de quantas vezes escrevi imaginando ter o número de seguidores do Neymar, mas na verdade estava escrevendo para um total de 12 pessoas. Acredite. Não é sobre números, não é sobre o que vão achar, é sobre o que quero transmitir. Isso ficou confuso?

Cuidado com o que você difunde, existem pessoas mal intencionadas que podem usar a sua fragilidade para tentar abafar a sua semente de florescer. Faça uma análise do que você tem comunicado.

Não seja uma pessoa "reclamona" nas redes sociais 

Por favor, nunca seja essa pessoa no Twitter, Facebook, Instagram ou em qualquer outra mídia social que você utilize para promover o seu trabalho. Seu contratante está de olho em você, seja ele uma empresa ou pessoa física. Ambos não gostariam de trabalhar com uma pessoa que não transmite credibilidade no conteúdo que posta, que reclama de tudo e não é segura de si. 

O meu Facebook, por exemplo, é a única rede social que eu não uso como plataforma de trabalho, é o meu espaço pessoal. Contudo, por lá eu tenho um círculo de relações que surgiu por conta da minha profissão, então eu policio bastante o que vou postar, compartilhar e até comentar. Estou cercada de colegas de profissão, de professores, de pessoas que trabalham em empresas que já colaborei com algum projeto, enfim. Por isso, preciso cuidar da minha imagem, pois ela é o meu cartão de visitas. Vejo uma publicação polêmica e passo correndo! Abstraio e finjo demência. Não quero ser a sabichona de nada.   

Hey, isso não significa que você não pode reclamar de nada. Não, somos seres críticos e pensantes. Que tal fazer reclamações coerentes ao conteúdo que você coloca no mundo e apresentar soluções? Dia desses, reclamei no Twitter sobre uma série de artistas que estão fazendo trabalhos iguais aos de outras pessoas e o quão preocupante isso é. Contestei algo que faz parte do meu nicho e apresentei soluções reais.

Construa um bom nome. Mantenha-o limpo. Não se contente com menos. Não se preocupe em ganhar um monte de dinheiro ou ser bem-sucedida. Preocupe-se em fazer um bom trabalho... e se puder construir um bom nome, eventualmente esse nome será sua própria moeda.
~ Austin Kleon  

Tenho certeza que se você seguir estes conselhos coisas incríveis e positivas acontecerão na sua vida. :-)

Mulheres incríveis que me inspiram

10.5.18


No YouTube ~ Lorrayne Mavromatis

Conheci a Lorrayne há 8 meses atrás, através de um amigo. Para ser mais exata, conheci a Lô poucos dias após o Furacão Irma. Já assisti praticamente todos os vídeos que ela produziu. E, caramba, essa menina tem uma fortaleza dentro dela! Lorrayne é uma sobrevivente que esteve no olho do furacão, perdeu a casa e tudo que havia nela, foi evacuada de onde morava com a roupa do corpo e uma mochila, transferida pela faculdade para um lugar com cultura e clima totalmente diferentes, precisou ficar longe do esposo, começar vários novos ciclos, e por aí vai... e tudo isso sem perder a fé na vida, o riso e a graça. Ela tem história para contar, ô se tem! De longe, é o primeiro nome que sempre busco no YouTube. No canal, a Lô dá dicas de fotografia (a profissão dela), de inglês, gambiarras (é uma das minhas), como se comportar numa entrevista de emprego... conteúdo é o que não falta.

Na confeitaria ~ Raiza Costa

Desconfio que a Raiza seja metade gente e a outra metade um caldeirão fervilhando ideias doces, criativas e coloridas. Pense num ser humano incrível? Pensou nela. Videomaker, chefe de confeitaria e diretora de arte. Formada em Artes Visuais e já frequentou o The French Culinary Institute of Nova York. Quer mais? Pioneira em ter um canal no YouTube 100% dedicado à confeitaria no Brasil e tudo isso numa "pegada" retro-pop. Impossível assistir um vídeo e não babar, ficar com o queixo no chão e se perguntar como é possível haver tanta criatividade em uma pessoa.

Na literatura ~ Rupi Kaur

Queria ser vizinha da Rupi e chamá-la de amiga. A Rupi é sen-sa-ci-o-nal. Poetisa, artista, escritora, mulher. Dona do prêmio Goodreads Choice Awards Best Poetry e de uma multidão de seguidores no Instagram (e fora dele). Escreveu meus dois livros favoritos: Milk and Honey e The Sun and Her Flowers. Ela fala de forma crua e sensível sobre abusos, relacionamentos , feminilidade, autoestima e cura. 

Minha citação favorita (que até já ilustrei, aqui ó):

quero pedir desculpa a todas as mulheres
que descrevi como bonitas
antes de dizer que eram inteligentes ou corajosas
fico triste por ter falado como se
algo tão simples como aquilo que nasceu com você
fosse o seu maior orgulho quando seu
espírito já despedaçou montanhas
de agora em diante vou dizer coisas como
você é forte ou você é incrível
não porque eu não te ache bonita,
mas porque você é muito mais do que isso.

Na música ~ Marisa Monte

Dispensa apresentações e elogios. Ela em si já é um elogio. Incluo a Marisa em quase todas as minhas playlists e acho justo, justíssimo.

Essas mulheres me inspiram ser alguém melhor, mais confiante e leve. É claro que existem muitas outras na minha lista, mas essas quatro representam muito bem o time de força. ;-) Quem tem te inspirado?

O amorzices é um projeto mensal, publicado todo dia 15, criado pelo trio amorzinho Sernaiotto + Serendipity + Desancorando e que tem um tema de base: amor. O tema de março foi a importância de compartilhar quem te inspira.
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