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Olá 2018, pode entrar!

9.1.18


Começar preencher este espaço em branco da caixa de posts sempre me deixa animada e apreensiva. E é assim que também me sinto quando inicio um sketchbook novo, formato o meu computador ou simplesmente tiro os esmaltes das unhas para aplicar novas cores. Todo começo é incerto, mas a gente vai assim mesmo, ainda que devagarinho.

2017 foi um ano complicado para mim. Descobri que tenho uma doença crônica que acabou desencadeando outros problemas de saúde. Iniciei o meu tratamento, comecei outro e assim sigo vivendo um dia de cada vez cuidando de algo que faz parte de mim. Tive que aceitar esse fato com paciência, fé e - nas orações - pedindo sabedoria e força. Preciso mantê-la controlada, bonitinha e em paz. Sabe, às vezes coisas ruins vêm para oferecer algo bom, basta a gente ajustar as lentes e focar nisso. Acabei precisando mudar totalmente o meu estilo de vida e isso não foi/é algo ruim, pelo contrário. A mudança de hábitos me trouxe uma visão mais equilibrada da vida, saudável e leve. E isso é para toda existência, não posso mais voltar atrás.

Também precisei diminuir a minha carga de trabalho por conta disso tudo. Precisei fazer várias pausas ao longo do ano para cuidar da minha saúde e isso implicou em abrir mão de alguns projetos e trabalhos. Quem é freelancer sabe o quão importante é receber solicitação de serviços, ter que negá-los - várias vezes - me fazia sentir um pouco de culpa, mas era por uma razão nobre: sem saúde nada vai bem, principalmente produzir arte. Passou pela minha cabeça que não realizar freelas era uma atitude decepcionante e me colocava em uma posição de ser julgada. Mas aí eu refleti que não adiantava eu me prejudicar e não conseguir me dedicar 100% em algo, seria injusto entregar uma peça "meia-boca". Me enxergar como alguém que precisava de cuidados e não negligenciar isso fez toda diferença. Passei a me enxergar e a me respeitar como uma peça fundamental no que exerço.

Mudei meus gostos, aprendi inúmeras coisas novas, estudei muito (em passos lentos, é claro), bebi litros e mais litros de suco de beterraba com cenoura e de couve também, tomei remédios pesados, tive o primeiro remédio controlado receitado da minha vida (espero que seja o único hehe), joguei várias coisas do meu armário do lixo...  Definitivamente, 2017 foi cansativo. Por mais que tenha sido um ano pesado sobre meus ombros, nunca perdi a fé e tive a certeza que tinha Alguém maior segurando a minha mão e me fortalecendo. Aprendi que mesmo quando a gente acha que é fraco, nos tornamos fortes e tenho absoluta certeza que essa força vem do Alto.

No fim, tudo é aprendizado.

2018 é para mim como um sketchbook novo, limpo, cheio de folhas para serem preenchidas. Espero ser - todo santo dia - uma pessoa melhor, não me comparar com os outros, me cobrar menos e respeitar o que sinto. Que as cores, os aromas, os sons e os sabores dos próximos meses sejam incríveis para mim e para você também. Que possa ser sobre nós, e não sobre mim.


Já que falei em caderno e folhas em branco, não posso finalizar este post sem antes mostrar o presente gentil and artesanal que recebi da Isabella Pessoa:

sketchbook e prints altamente delicados feitos pela Bella, nhó! 
primeiro estudo do ano e a primeira vez na vida que fiz algo na primeira página hehe :P
mostrei lá no meu Instagram Stories todo processo desta pintura
segundo estudo inspirado em uma foto da Twiggy (também gravei e compartilhei nas stories)

Ei você, essa colagem delicada que ilustra o post foi feita pela minha irmã, Amanda Celeste. E ah, tinha um cigarro na mão esquerda da Anna Karina, por isso fiz um borrãozinho para escondê-lo. 
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