3/30/2017

DIGA OLÁ PARA CHANEL


Eu sempre tive medo de gatos. E de cachorros. E de bodes. E de galinhas. Não era frescura, era pavor. Lembro que, no alto dos meus cinco anos, fiz um furdúncio na casa da minha tia por conta do Xavante, um cachorro que de pé era maior que eu. Eu subia no sofá, na cadeira, na mesa, corria para o banheiro, fechava a porta e gritava loucamente. Em suma: eu passava a minha família na vergonha, numa situação de estresse. Isso é só uma das - várias - outras situações que antagonizei.

Poderia falar que, uma vez, o cachorro da minha vizinha fugiu da garagem dela e eu - por Deus - não caí do precipício que tem na minha rua, e da outra vez que eu estava indo para a escola e me ralei correndo de um b-o-d-e (é comum ter bode e outros quadrúpedes, e até galinhas, caminhando normalmente pelas ruas de cidades interioranas).

O meu medo de animais sempre foi questionável. "Ah, como pode uma menina do interior ter pânico de um gato ou de um cachorro?" Eu não sei.

Eu só sei que, há um mês, o meu apavoramento desapareceu e, para o espanto dos incrédulos, até já temos uma gatinha aqui em casa.

Diga olá para Chanel.


Adotamos. Pequerrucha, com olhos gigantes e azuis, miado baixinho. Chegou aqui tão pequeninha que até cabia na palma da mão. Entrava em qualquer brecha e desaparecia. Chanel chegou com 1 mês de vida. Tivemos que dar leite direto na seringa. Dócil que só, até parecia bichinho de pelúcia.

Patinhas irresistíveis.

Ela ama um queixo e todas as plantas da casa. Adora quando eu canto para ela, até cochila. A barriguinha é um universo quentinho, cabe todas as estrelas lá dentro, eu não duvido.

Painho que batia o pé e dizia "eu não quero saber de animal aqui dentro de casa", agora vive falando: "corre, vem fazer uma foto da gatinha nessa posição, tá linda!", "já fez uma foto dela no sofá?", "ô, minha bela flor". 

O que você está lendo, Mama?

Para uma pessoa que tinha pavor até de um cágado, me sinto abençoada por Chanel chegar aqui e fazer morada. Ela não é minha, não é nossa, é da vida. Não é propriedade, faz parte da família.

Gostaria de encerrar este post falando sobre a seriedade de não comprar animais, e sim adotá-los. Você compraria um amigo humano? Estranho, né? Animais não são coisas, mercadorias, produtos ou fonte de lucro. Não compre, adote. Ajude a diminuir o número de animais abandonados e a reduzir a indústria de pets. ♥ Adoção de animais: mais importante do que você imagina. 


Você tem um amigo pet? Como ele se chama? Me conta nos comentários, vou amar conversar contigo.

Um beijo para Geilza, a minha amiga de infância, de colégio e da vida que trouxe a Chanel (num fim de tarde da quinta-feira mais quente de Fevereiro). Gratidão. ;-*

Malena Flores

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