4/30/2016

FUNDO DO MAR


Muitos erros são semelhantes a uma bagagem pesada. Você já carregou um fardo tão estafante que te custou dores por um bom tempo? O Salmista Davi esteve numa situação assim e o que lhe fatigava era uma consciência culpada. Ele conseguiu alívio quando meditou em seu coração que o perdão é uma característica do grande amor de Deus. Além disso, Davi depositou absoluta fé na misericórdia Divina que perdoa corações arrependidos. (Salmo 86:5, Provérbios 28:13 e 2 Coríntios 2:5-11)

O perdão de Deus não é inalcançável. Ele lembra-se das nossas limitações e conhece perfeitamente a nossa formação. Tal como vasos de barro nas mãos de um oleiro, assim somos nós perante Ele. O Supremo Oleiro suaviza Seus cuidados para conosco por conta da nossa vulnerabilidade, natureza pecaminosa e em relação ao modo como nos comportamos aos Seus ensinamentos. 

O pecado é uma força poderosa que mora em nós. Assim como soldados estão sob domínio de um comandante, de modo igual, o pecado tem reinado sobre nós, tentando reger o modo como vivemos. (Salmo 103:14, Jeremias 18:2-6 e Romanos 3:9; 5:21; 7:17, 20; 7:21-25)

No entanto, Deus sabe que é difícil lidarmos com tudo isso e sermos absolutamente perfeitos, embora tentemos. Ele nos certifica que se buscarmos a Sua misericórdia e perdão com o coração arrependido, Ele, amorosamente, nos perdoará e jamais repudiará um coração abatido pela culpa. (Salmo 51:17)

Porém, vale lembrar que não podemos abusar da bondade Divina e usarmos a nossa natureza pecaminosa como desculpa para o pecado. Jeová não é regido por puro sentimentalismo e, como tudo, há limites. Ele não perdoará os que praticam pecados de forma desenfreada e não demonstram genuíno arrependimento. (Hebreus 10:26)


"E como o Oriente está longe do Ocidente, assim Ele afasta para longe de nós as nossas transgressões." (Salmos 103:12, Nova Versão Intencional) Você sabe a distância entre o Oriente e o Ocidente? Esses dois pontos cardiais jamais se colidem, pois estão o mais longe possível um do outro. Podemos, então, refletir o Salmo de Davi da seguinte forma: quando Deus nos perdoa, Ele põe os nossos pecados o mais distante que podemos idealizar.

Em um cântico de gratidão, após ter sido livrado de uma terrível enfermidade mortífera, Ezequias expôs em oração: "Lançaste todos os meus pecados atrás das Tuas costas." Esta é uma descrição fantástica! Deus lança os nossos pecados para atrás dEle, de onde Ele não pode mais vê-los. É como se Ele acabasse com nossas culpas, de maneira como elas não tivessem acontecido. (Isaías 38:17)

No livro de Isaías, há uma passagem, em especial, que sempre chamou a minha atenção. Ela, há anos, é marcada na minha Bíblia: Miqueias 7: 18, 19. Em uma profecia de restabelecimento, Miqueias manifestou que Jeová perdoaria o povo arrependido: "Ó Deus, não há outro deus como Tu, pois perdoas os pecados e as maldades daqueles do Teu povo que ficaram vivos. Tu não continuas irado para sempre, mas tens prazer em nos mostrar sempre o Teu amor. Novamente, terás compaixão de nós; acabarás com as nossas maldades e jogarás os nossos pecados no fundo do mar." Sendo assim, quando Deus nos perdoa, Ele lança nossos pecados no fundo do mar, de modo que ninguém conseguirá ir até lá para trazê-los de volta.

Desde quando comecei a escrever este post, fiquei pensando num cântico do CFNI que eu gosto muito: Deeper Places (em português: Lugares Profundos). Assim como Deus lança nossos erros em lugares profundos, de modo semelhante, Ele também nos afoga nas profundezas do Seu amor. A Graça do Criador nos submerge!


Fiquei muitíssimo feliz por "Fundo do Mar" ter sido o tema escolhido para este mês de Abril. Apesar de ter tido bastante (leia este "bastante" com intensidade) dificuldade em decidir o que ilustrar, por ser um tema tão vasto, eu já tinha em mente o que escrever. Confesso que dissertar foi muito mais tranquilo que a ilustração em si. 

Decidi, após muito pesquisar e criar um moodboard semântico, que faria uma pessoa imersa nas águas. E, para ornar e transmitir tranquilidade, colocaria animais marítimos. Pensei em um cardume ao redor do homem e alguns cavalos-marinhos. Mas, de alguma forma, o brilho das medusas nas profundezas negras do mar ficavam martelando a minha cabeça.

Em suma, a mensagem que desejo transmitir através desta gravura é que o fundo do mar, de uma forma figurativa, abriga pecados que Deus lança e não volta a lembrar mais. Em contrapartida, este mesmo mar representa o tamanho incalculável de um dos atributos do Criador: profundo amor.

Esta é uma publicação colaborativa para o Projeto Ilustra. Para acompanhar o post de todas as ilustradoras que estão participando é só clicar no nome correspondente a cada uma delas: Yasmin BarrosoCamila NogueiraLidiane Dutra, Raíssa BulhõesAna Blue e Mary Cagnin.

Malena Flores

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