1/16/2016

CADÊ OS BONS MODOS DA NOSSA GERAÇÃO?


Toda pessoa, em algum momento da vida, aprendeu que gentileza é de graça e não faz mal. No início da vida escolar, os pais (no primeiro momento) e os professores (no segundo) norteiam os caminhos que a criança precisa trilhar. Isso vale para todos, até para meu avó que não foi alfabetizado e sabe muito bem disso. Acontece que, não sei se é a pressa ou qualquer outra razão, mas uma coisa é notória e causa espanto: cadê os bons modos da nossa geração?

Volta e meia, estou publicando no Twitter o quanto é cansativo lidar, todos os dias, com pessoas que esquecem que "bom dia/tarde/noite, licença, obrigado(a) e por favor" não custam caro e nem causam dor de barriga. Me espanta saber que alguns que tiveram a oportunidade de frequentar uma universidade não praticam o básico: gentileza. "Nietzsche já dizia que quem aumenta em conhecimento, aumenta em arrogância." Bem lembrado, Anderson C. Sandes! Quem nunca frequentou uma escola, às vezes, dá um banho de educação em muita gente graduada e quadradinha, é o que painho sempre diz e nisso não vejo nenhuma mentira.

Já somos o futuro que nossas professoras, no primário, diziam que seríamos. Esta é a nossa geração e já estamos abrindo caminho para outras que virão. Sinto um aperto no peito (e nem é falta de fé ou pessimismo da minha parte) por não acreditar que continuando como está alguma coisa irá melhorar. Não nesta gestão corrompida em que o homem, que mal sabe cuidar de si, tenta cuidar de todos.

Adoraria não ter que escrever sobre isso, já que é "papinha" para bebê. Poderia estar elaborando um post mais sólido e com algum outro argumento. Infelizmente, a gente fica relembrando coisas simples para mentes brilhantes e esquecidas. É enfadonho. Me recuso acreditar e engolir no seco essa coisa toda, engasga e nem água faz descer.

Ainda bem que há quem faça poesia com todo esse circo. "Gentileza", da Marisa Monte, não sai do modo repeat da minha conta, no Spotify. Espero que não saia tão cedo da minha mente também.



Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta.

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca.

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de gentileza.

Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria?

O mundo é uma escola
A vida é o circo
"Amor: palavra que liberta"
Já dizia o Profeta.
(Gentileza - Marisa Monte)

À todos da minha geração que continuam acreditando que um "bom dia/tarde/noite, licença, obrigado(a) e por favor" são essenciais e não uma besteira qualquer. Pressa é uma coisa que todo mundo tem, gentileza é para os nobres.

Malena Flores




Nenhum comentário

Postar um comentário

© Temporada das Flores
Maira Gall