5/13/2015

ESPANTO


"Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o Teu nome em toda a terra, pois puseste a Tua glória sobre os céus! Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos Teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador. Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que Te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das Tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares. Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o Teu nome sobre toda a terra!" (Salmos 8:1-9)

Vez por outra volto ao assunto: meu espanto com a desproporção entre a imensidão incompreensível do universo e minha insignificância cósmica. No texto de hoje parece que o salmista compartilha do meu sentimento. Quando, como ele, considero que Aquele que criou o Universo é muito, mas muito maior que o infinito, e que a realidade criada por Ele é mais do que se consegue sequer imaginar, não consigo deixar de ficar pasmo que se importe comigo, apenas mais um entre bilhões de homens que já passaram por este planeta insignificante. Não fomos incluídos de forma impessoal na massa de seres humanos pelos quais Cristo morreu, pois Seu amor nos atinge individualmente.

A questão é compreender que quando oro posso dirigir-me ao Criador do Universo, ao Único Deus, ao Autoexistente, e chama-lO de "Pai Nosso"! Quando entreguei minha vida a Cristo, passei a fazer parte da família de Deus e ganhei a condição de filho, coerdeiro com o próprio Jesus! Tenho a liberdade de entrar sem constrangimento na presença do Eterno e levantar minha voz em adoração e gratidão. Posso abrir meu coração e saber que Ele tem prazer em que eu busque a Sua companhia, presta atenção ao que falo e compreende as situações pelas quais passo. Esse Deus justo, cuja santidade é tal que consumiria imediatamente até o mais virtuoso dos seres humanos, amou-nos a ponto de enviar Seu Filho ao mundo para restaurar nosso relacionamento com Ele. Jesus deixou sua glória e fez-se Homem, experimentando em Si mesmo o que é ser gente, mas sem em nenhum momento desagradar a Deus: foi obediente até as últimas consequências. O amor de Deus inclui também aqueles que desprezamos, de que desviamos o olhar para tentar fingir que não existem, mas que para o SENHOR são tão importantes quanto qualquer outra pessoa. 

Como recusar tal amor sem medida e deixar de prostrar-se em louvor a este Deus tão grandioso?

"Bendito seja Deus, cujo amor é tão espantosamente grande!"

Texto via: Presente Diário

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