3/13/2015

VALORIZAÇÃO SUPERFICIAL

"Se lhes dou esses detalhes sobre o asteróide B 612 e lhes confio o seu número, é por causa das pessoas grandes. As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: ‘Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas?’ Mas perguntam: ‘Qual a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?’ Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dissermos às pessoas grandes: ‘Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…’, elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: ‘Vi uma casa de seiscentos contos.’ Então elas exclamam: ‘Que beleza!’ Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números!"(O Pequeno Príncipe // Capítulo IV)Gosto muito desse ponto de vista e desta citação que o Antoine, sabiamente, registrou em O Pequeno Príncipe. Gosto mais ainda do significado que conseguimos encontrar esmiuçando cada palavra colocada perfeitamente como tijolos em uma construção. Desde quando começamos a valorizar (mais) os números que o essencial? Complicado responder a esta pergunta quando somos reféns e prezamos tanto a quantidade que a qualidade. O valor de um celular, de um computador, de um carro e até das roupas que usamos. Somos programados para ser manequins robotizados pelo sistema ou, de fato, sentimos prazer em exibir números em todas as partes do nosso todo? Outro dia me disseram que meu computador não serve para o meu trabalho de ilustradora. Oras, são os números que fazem a pessoa ou é a pessoa que fazem os números? O que importa mais: o pincel ou o pintor? "— Por isso Eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?" (Mateus‬ ‭6‬:‭25-26‬ NTLH)O que somos (a essência) vale muito mais que o que temos. A nossa criança interior é mais valiosa que o homem é a mulher exterior. Número são apenas número, a valorização superficial que não compra o caráter e integridade. Somos como cascas, dentro de nós é preciso haver algo, caso contrário, seremos ocos e vazios e haverá apenas um eco que repete o que queremos ouvir. Tem gente que é tão florido por dentro que raminhos ficam à mostra do lado de fora.Qual é o som da sua voz? Qual a sua cor favorita? Você coleciona o que? Quem é você? ♥, Malena Flores.
"Se lhes dou esses detalhes sobre o Asteroide B 612 e lhes confio o seu número, é por causa das pessoas grandes. As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: ‘Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas?’ Mas perguntam: ‘Qual a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?’ Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dissermos às pessoas grandes: ‘Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…’, elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma ideia da casa. É preciso dizer-lhes: ‘Vi uma casa de seiscentos contos.’ Então elas exclamam: ‘Que beleza!’ Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números!" (O Pequeno Príncipe ~ Capítulo IV)

Gosto muito desse ponto de vista e desta citação que o Antoine, sabiamente, registrou em O Pequeno Príncipe. Gosto mais ainda do significado que conseguimos encontrar esmiuçando cada palavra colocada perfeitamente como tijolos em uma construção. Desde quando começamos a valorizar (mais) os números que o essencial? Complicado responder a esta pergunta quando somos reféns e prezamos tanto a quantidade que a qualidade. 

O valor de um celular, de um computador, de um carro e até das roupas que usamos. Somos programados para ser manequins robotizados pelo sistema ou, de fato, sentimos prazer em exibir números em todas as partes do nosso todo? Outro dia, me disseram que meu computador não serve para o meu trabalho de ilustradora por não ser do mesmo sistema operacional que outros profissionais usam. Oras, são os números que fazem a pessoa ou é a pessoa que faz os números? O que importa mais: o pincel ou o pintor? A câmera é superior ao fotógrafo? Não há objeto sem pessoa. Não é o instrumento que faz o profissional. Os números não ditam quem somos.

"— Por isso Eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?" (Mateus‬ ‭6‬:‭25-26‬, Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

O que somos (a essência) vale muito mais que o que temos. A nossa criança interior é mais valiosa que o homem/mulher exterior. Números são apenas números, a valorização superficial que não compra o caráter e integridade. Somos como cascas, dentro de nós é preciso haver algo, caso contrário, seremos ocos e vazios e haverá apenas um eco que repete o que queremos ouvir. Tem gente que é tão florido por dentro que raminhos ficam à mostra do lado de fora.

Qual é o som da sua voz? Qual a sua cor favorita? Você coleciona o que? Quem é você?

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