10/08/2014

DE VOLTA





Ao olhar para trás, podemos ver os nossos antepassados no deserto à caminho da Terra Prometida. A jornada não foi fácil, mas O Criador estava com Eles o tempo todo. Em determinado momento, quando Moisés estava no Monte Sinai, as pessoas simplesmente criaram um deus para adorá-lo. O que fizeram com Verdadeiro Deus que lhes mostrou proezas e proteção durante todo o trajeto? Simplesmente O esqueceram. (Êxodo 32)

Hoje, não muito diferente, também criamos novos deuses e altares particulares. Colocamos nossas habilidades e pontos fortes à frente do poder de Deus quando não somos humildes ao reconhecermos que por nós mesmos nada poderíamos fazer, quando nossas atividades diárias nos impedem de realizar um estudo bíblico pessoal e passar (mais) tempo realizando a Obra do Reino. Priorizamos riquezas, reconhecimentos e status, menos a Mensagem que nos foi confiada... Fazemos tudo, mas no fundo, não fazemos nada. É como se estivéssemos andando para trás, assim, a nossa visão acaba ficando cada vez mais distante do que, de fato, importa. Reajustemos o foco.

“Como é que vocês podem crer, se aceitam ser elogiados pelos outros e não tentam conseguir os elogios que o Único Deus pode dar?” João 5:44, Nova Tradução na Linguagem de Hoje

O nosso “eu” grita de uma forma tão ensurdecedora que acabamos bloqueando o som do Céu. O Senhor Jesus, assim como o Pai, nos tempos de Moisés, nos mostrou o caminho e a direção a ser seguida. Vez após vez,  provou que não estaríamos sozinhos, embora não possamos vê-lO com nossos olhos materiais, mas que Ele estaria com os olhos fixos em cada um de nós. (Mateus 28:20b) Em uma fração de segundos, conseguimos vendar os olhos da fé e nos endeusamos, colocamos a coroa sem valor algum e sentamos no trono de papel. Consegue ouvir os aplausos?

Precisamos, urgentemente, examinar como está a nossa vida espiritual. Vivemos em uma época bastante crítica e fazer parte de um teatro de um pseudo-cristianismo não é bom, isso não agrada a Deus. Somos servos, logo, precisamos agir como tais. Há muitos falsos deuses habitando próximo a cada um de nós e permanecemos apáticos a isso. Orgulho, egoísmo, ganância, síndrome do “olha eu aqui” e tantas outras coisas que nos afastam do caminho a ser trilhado. Que caiam as máscaras, mas que antes, haja arrependimento profundo. Somos como um vale de ossos secos. Exteriormente, aparentamos algo bom, sadio, porém, no nosso íntimo há um vazio sem fim. A nossa voz e-e-c-c-o-o-a-a.

Que sintamos vontade de voltar à vida verdadeira que tínhamos (e temos) em Cristo. Sem shows de “talentos” e exibicionismos. O nosso foco precisa ser um só: o Reino. Afinal, foi sobre isso que Jesus anunciava quando esteve aqui na Terra. Recebemos uma Graça tão graciosa que seria até um desperdício vivermos contra tudo aquilo que ela nos oferece através do ato sacrificial. Demonstrar que acreditamos em Deus e obedecer a voz dEle é uma forma muito bonita de dizer: “Não há outro além de Ti.” Em uma época de ilusões, manter-se firme na fé é de extremo valor. Em meio ao caos, silencie a sua voz e diga para Jeová: “Continuo aqui para Te servir da maneira que Tu quiseres.”

Recebemos a tarefa de fazer novos discípulos, não de criarmos ídolos e altares particulares. (Mateus 28:19)

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