10/27/2014

BOLHAS DE CHICLETES


Fazer parte de determinado grupo é algo altamente comum na sociedade em que vivemos. Na maioria das vezes, nos enturmamos com pessoas que tenham gostos, idade, habilidades, costumes e estilos similares aos nossos. Fazemos um circulo e incluímos nele todos aqueles que tenham algo em comum conosco. Isso não é errado até certo ponto, mas qual?

Quando penso em Jesus e leio os relatos precisos que a Bíblia revela chego à conclusão que Ele não era seletivo com quem Se relacionava. Certa vez, Jesus estava caminhando e avistou um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado onde as coletas eram pagas. Naquele instante, Jesus o convidou para segui-lO. Levi levantou, deixou tudo para trás, seguiu o Mestre e ofereceu-Lhe uma grande festa em sua casa. Naquele tempo, este tipo de comportamento era visto como algo desprezível e desonroso para os fariseus e mestres da Lei.

"Por que vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?" Jesus respondeu: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar os bons, mas para chamar os pecadores, a fim de que se arrependam dos seus pecados." (Lucas 5:27-32, Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Jesus não Se privou de estar apenas na companhia dos "sãos", até porque Ele veio para cumprir determinada missão onde os "doentes" eram os principais alvos. (Lucas 4:43) Cristo era humilde e manso para ensinar, apontar o caminho a ser seguido e corrigir o erro. Ele não gritava, constrangia as pessoas ou algo similar. A Sua natureza era divina. Hoje, infelizmente, não identificamos, em grande número, comportamentos semelhantes derivados dos irmãos da fé. Notamos, sim, uma indiferença em quem não compartilha do mesmo pensamento e religião, criam muros tão altos que tornam a aproximação cada vez mais impossível entre os diferentes grupos. Isso não é bom.

"Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar os bons, mas para chamar os pecadores, a fim de que se arrependam dos seus pecados."

Onde o exemplo de Cristo fica? Se Jesus é o espelho, nós precisamos ser o reflexo. Criamos uma bolha de chiclete e fazemos dela o nosso universo. Ali dentro colocamos o nosso "eu" e o cultivamos como se apenas ele fosse o mais perfeito. Não podemos ter um comportamento que retalia tudo e a todos, agindo assim, seremos como aqueles mestres da Lei e não ganharemos nenhuma vida para Deus, estaremos fazendo o oposto. Os ensinamentos de Jesus eram baseados no amor. Por ser amoroso, pessoas de diferentes classes sociais O achavam acessível. Até mesmos aqueles que eram oprimidos tinham a certeza de que Cristo não os trataria com indiferença, mas com acolhimento. 

"Façam tudo sem queixas nem discussões para que vocês não tenham nenhuma falha ou mancha. Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu, entregando a elas a mensagem da vida. Se agirem assim, eu terei motivo de sentir orgulho de vocês no Dia de Cristo, pois isso mostrará que todo o meu esforço e todo o meu trabalho não foram inúteis." (Filipenses 2:14-16, Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Hoje, não podemos ser indiferentes, porém, mais humanos. Nosso caráter cristão precisa estar evidente através das nossas ações. Quanto mais ar direcionarmos para uma bolha de chiclete, a probabilidade dela explodir e sujar nosso rosto torna-se ainda maior.

Examine: Atos 10:12; Colossenses 4:5; Efésios 5:15-16; 1 Pedro 2:12; Gálatas 6:9.

Malena Flores
Ilustração por Aimee Books

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