11/22/2014

EU DECIDI SER FREE


Aprendi que as pessoas sempre irão reclamar de algo, mesmo quando você passa horas criando e projetando para deixar um pouco de carinho (sem cobrar nada). Elas nunca estão satisfeitas, são exigentes. Você não poderá agradá-las. Nunca.

Aprendi que o dinheiro, o tempo e o trabalho fazem com que as pessoas esqueçam que amizade e família são mais importantes. Que elas valorizam mais status, bem-estar pessoal do que manter um relacionamento sadio. Elas estão sempre apressadas.

Aprendi que não basta dizer que você é amigo de uma pessoa. Palavras são uma caixinha de surpresas: uma hora são verdadeiras, outra hora são vazias e não passam de utopias. Amigos não são colegas e colegas não são amigos. As pessoas fantasiam as coisas e acabam machucando os outros sem saber. Não, isso não é Alzheimer. E ah, se quiser um amigo de verdade, daqueles que você pode confiar sem hesitar, apresento Jesus Cristo para você. Já conhece?

Aprendi que a opinião alheia não é importante. A população ainda compra shampoo pelo cheiro e roupas pela marca, aliás, adquirem a "marca". Julgam a parte artificial e não a essencial, logo, não estão aptas a conhecer você melhor. Todos são sempre críticos. O que você precisa entender é que o que Deus pensa a seu respeito deve ser mais importante do que os pensamentos alheios.

Aprendi também que as pessoas gritam por atenção. Seja postando fotos que clamam por curtidas/compartilhamentos/comentários nas redes sociais ou por fazerem do Facebook um diário aberto. São tão previsíveis. Isso não é normal, é síndrome do “olha eu aqui!”.

Aprendi que o mundo está doente e precisamos compartilhar o remédio e o escape para o nosso próximo. Não é preciso julgar ou ignorar os contagiados, apenas oferecer o “xarope” de bom coração. Se precisar, leia a “bula” para ele.

Apesar de tudo, não é tão ruim assim. Se quiser uma dica, esta pode servir: apanhe os óculos do amor e use. Ele possui lentes ultra poderosas que fazem com que você enxergue apenas o lado bom de tudo. Continue caminhando e cantarolando no ritmo da leveza. Não vale a pena parar no caminho e se entristecer com a ignorância e cegueira de algumas pessoas. Ao invés disso, continue no ritmo, chame quem está distante para ir com você. Elas não merecem, mas quem disse que você mereceu trilhar este caminho estreito também?

Na vida, tudo é questão de escolhas: querer ou não ouvir, querer ou não dar atenção, querer ou não ser influenciado, querer ou não ser vencido [...]. Querer ou não tantas outras coisas. Sabe, para hoje eu decidi ser free, pois apenas a Liberdade pode me ajudar a ser mais leve.

© Temporada das Flores
Maira Gall