6/30/2013

GRAÇA E GRATIDÃO

Foto: Manuel Orero
  "Pois Deus revelou a Sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Foi Ele quem se deu a Si mesmo por nós, a fim de nos livrar de toda maldade e de nos purificar, fazendo de nós um povo que pertence somente a Ele e que se dedica a fazer o bem."

  Martinho Lutero queria desistir. Sua congregação em Wittenberg, após ter aprendido que o evangelho de Lutero prometia perdão para todo e qualquer pecado, havia parado de frequentar os cultos e de ofertar à igreja e começará a ceder à avareza, lascívia e bebedeira. Frustrado, Lutero ameaçou entrar em greve se eles não mudassem suas atitudes, e declarou, "Suas bestas ingratas, indignas do evangelho; Se vocês não se arrependeram, não vou mais pregar a vocês." Eles não se arrependeram e ele parou, tirando alguns meses de folga para não ser "o pastor de tais porcos".
  Como os luteranos em Wittinberg, muitos de nós pensamos (no início de nossa caminhada cristã): Se Deus nos perdoa independentemente do que fazemos, então não importa realmente o que fazemos. A salvação é um cheque em branco. Podemos pecar quanto quisermos, pois tudo está coberto!
  Surpreendentemente, Paulo diz a Tito que ao invés de encorajar o pecado, a graça de Deus na verdade nos instruiu a viver de forma a "...abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e ao vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus" (Tito 2:12).
  O Catecismo de Heidelberg explica que somente quando percebo "o tamanho do meu pecado e miséria" posso compreender "como posso ser liberto de todos os meus pecados e miséria", o que me fará "expressar minha gratidão a Deus por tal libertação".
  Portanto, aqui está a fórmula cristã. Compreender a extensão de meu pecado me capacita a valorizar a graça, o que automaticamente me enche de gratidão, que sempre irá procurar formas de dizer obrigado. 

Parece assim: Pecado → Graça → Gratidão → Boas Obras.

  Se o seu amor por Deus está esfriando a sua vontade em obedecê-la enfraquecendo, a resposta não é ranger seus dentes e tentar com mais força. Em vez disso, use a fórmula. Comece com a percepção da profundidade de seu pecado. Somente então você valorizará a sua necessidade pela graça. E a gratidão e a obediência certamente o seguirão. 

Examine: Salmo 103:1-5; Romanos 2:4; Hebreus 12:28-29
Considere: É significativo o termo gratidão (eucaristia) no Novo Testamento basear-se no termo graça (Charis)? A gratidão é melhor motivação do que o dever? Por quê?

Por Mike Wittmer (O Pão Diário 2013)

Nenhum comentário

Postar um comentário

© Temporada das Flores
Maira Gall