4/02/2015

A CEIA DO SENHOR



A Cidade de Jerusalém esteve agitada durante todo o dia de 14 de Nisã. Era uma quinta-feira. Eram os judeus chegando para as festividades de Páscoa, instituída na Lei de Moisés. Aquela comemoração fazia lembrar para eles o dia em que Deus os havia tirado milagrosamente do Egito. Libertando-os da escravidão imposta pelos faraós durante mais de 400 anos. Enquanto dia, a cidade esteve repleta e agitada, Mas, à noite começou a cair e em meio ao silêncio, o cheiro de carneiro assado tomou conta do ar. Milhares de pessoas estavam preparando-se para este evento, a celebração anual da Páscoa.

Nesta mesma noite (14 de Nisã), um judeu muito especial chamado Jesus e mais 12 seguidores reuniram-se numa sala de sobrado para celebrarem, também, esta mesma Páscoa anual. Depois de terem comido a refeição pascoal, Judas, o traiçoeiro, saiu da sala para trair seu Mestre. Aos onze que ficaram Jesus prosseguiu... E, introduziu neste ritual, a Santa Ceia do Senhor. Conhecida também como a Comemoração ou o Memorial pela Sua morte. João 13:21, 26 e 30.

Este é o único acontecimento que se ordenou que os cristãos comemorassem. Este evento é tão importante devido ao seu significado. Pois, na morte sacrifical de Jesus está nossa esperança de perdão de pecados e perspectiva futura de vida eterna.

“Então Jesus pegou o cálice de vinho, deu graças a Deus e disse: — Peguem isto e repartam entre vocês. Pois eu afirmo a vocês que nunca mais beberei deste vinho até que chegue o Reino de Deus. Depois pegou o pão e deu graças a Deus. Em seguida partiu o pão e o deu aos apóstolos, dizendo: — Isto é o Meu corpo que é entregue em favor de vocês. Façam isto em memória de Mim. Depois do jantar, do mesmo modo deu a eles o cálice de vinho, dizendo: — Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo Meu sangue, derramado em favor de vocês.”Lucas 22:17 a 20 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

O pão sem fermento (carne) simboliza o corpo de Cristo, sem pecado, em favor da humanidade, de uma vida futura melhor (salvação). O vindo, simbolizando seu sangue derramado em favor de perdão dos pecados de muitos. Por outro lado, este sangue precioso, significava também o novo pacto. Os apóstolos, sendo judeus praticantes da Lei Mosaica, conheciam bem a profecia de Jeremias a respeito deste pacto. – Leia Jeremias 31:31 a 33. As palavras de Jesus indicavam que naquela ocasião, isto é, no momento exato em que se comemorava a Ceia do Senhor, Ele estava inaugurado, por assim dizer, esse Seu novo pacto que substituiria o pacto da Lei que Deus fizera no passado com Israel, por intermédio de Moisés. Ou melhor, o Seu sacrifício verdadeiramente serviria para validar o Novo Pacto, ou seja, a Nova Aliança.

Imagine Deus, O Pai amoroso de Jesus acompanhando o terrível sofrimento do Seu Precioso e Único Filho. Deus viu e ouviu fortes clamores de lágrimas de Jesus no Jardim do Getsêmani. Os açoites e a maneira desumana como foi pregado na cruz. Ainda, a morte agonizante que Ele, Seu Filho, enfrentou.

E Jesus, imagine você, que tremenda carga de aflição e agonia que passou em Sua cabeça durante toda noite daquele Seu último dia como humano. O apóstolo Paulo, referindo-se a tudo isso e ao tipo de morte que submeteu-se, disse que o valor pago pelo resgate custou a Cristo um Alto Preço.
 
E você, que talvez não soubesse que a história foi essa, olhe para dentro de si e comece a meditar... Tudo isso aconteceu há dois mil anos atrás. Aconteceu para demonstrar o amor inigualável de Deus... O amor inconfundível de Jesus... Cumprir as profecias à respeito dEle e o motivo principal pelo qual Ele morreu foi exclusivamente para salvar toda raça humana, ato inclusive você. Pense nisso!
 
Esta comemoração faz-nos lembrar também a maior expressão de amor já feita por nosso Pai Celestial. Jesus, por sua vez, aceitou e ofereceu voluntariamente a Sua vida humana perfeita como sacrifício. Este ato abnegado de Cristo é demonstrado pelo grande amor que teve e tem pelos pecadores. Porque, afinal, Ele nos amou primeiro! Leia João 3:16.

Via: Comunidade Evangélica João 3:16

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